Imprensa e Religião

A importância da mídia escrita para o desenvolvimento do adventismo.

No tempo da escrita manual, feita em pergaminho, a tarefa de preparar uma única cópia das Escrituras requeria ?praticamente a vida toda de um ?copista. Em 1456, Johannes Gutenberg, utilizando tipos móveis em metal, conseguiu compor e imprimir a primeira edição da Bíblia num período de oito anos. (Ver Edwin R. Palmer, The Printing Press and the Gospel, pág. 14.) Ninguém sabe ao certo qual foi a tiragem dessa primeira edição, mas calcula-se que tenha sido de no máximo 180 exemplares.

Hoje em dia, somente uma das máquinas da Casa Publicadora, rodando dia e noite, a uma velocidade média, seria capaz de imprimir 100 mil Bíblias em apenas oito dias úteis – um salto formidável, que requereu mais de cinco séculos e muita tecnologia para ser alcançado.

A invenção da imprensa iniciou uma nova era, permitindo que o conhecimento, que até então havia sido privilégio das elites, se tornasse acessível a todos. E quando o povo comum passou a manifestar mais interesse em ler as Escrituras, em sua própria língua, do que em assistir à missa em latim, os líderes da Igreja ficaram alarmados, pois o seu poder sobre a mente e a consciência dos homens estava sendo quebrado.

Essa preocupação ficou bem patente quando o vigário de Croydon pregou um sermão dizendo: “Ou acabamos com a imprensa, ou a imprensa acabará conosco.” – Ibidem, págs. 21 e 22.

É marcante a diferença entre essa atitude e a dos líderes do movimento milerita, que foi um dos maiores fenômenos literários da história religiosa americana. Sob a liderança de Josué Himes, os mileritas chegaram a ter cerca de quarenta periódicos no início da década de 1840. (Ver Alberto R. Timm, O Santuário e as Três Mensagens Angélicas, págs. 18 e 19.)

E assim como “o programa de publicações foi vital à difusão da mensagem milerita” (Ibidem, pág. 18), também o movimento adventista compreendeu, desde o início, a importância da imprensa para manter a unidade e promover a sua expansão.

Em conseqüência de uma visão recebida em novembro de 1848, Ellen G. White disse a seu esposo: “Você deve começar a publicar um pequeno periódico e enviá-lo ao povo. Que seja pequeno a princípio; mas, quando o povo o ler, enviará recursos para imprimi-lo, de modo que alcançará bom êxito desde o princípio. Deste pequeno começo, foi-me mostrado que ele seria como torrentes de luz que circundariam o mundo.” – Vida e Ensinos, pág. 128.

A idéia parecia absurda. Como poderiam uns poucos pregadores, sem dinheiro, com o apoio de mais ou menos 100 crentes, empreender um tal programa mundial de publicações?

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